Nas palavras da sócia da NLP Cláudia Freixinho serrano à Advocatus/ECO muitas empresas continuam a gerir a propriedade intelectual de forma reativa, e o desafio passa por integrar estes temas de forma estratégica na decisão empresarial, ligando direito, ciência e desenvolvimento económico.
Na visão da nova sócia da NLP Cláudia Freixinho Serrano, a propriedade intelectual ocupa hoje um lugar central nas economias baseadas no conhecimento: em muitos setores, os ativos mais valiosos deixaram de ser físicos para passarem a ser intangíveis – tecnologia, dados, software, marcas ou know-how. A Cláudia destaca o papel do advogado de propriedade intelectual como ponto de ligação entre Direito, ciência, tecnologia e estratégia empresarial, sublinhando que a prática nesta área é cada vez mais interdisciplinar, especialmente perante desafios como a inteligência artificial, os novos modelos de negócio baseados em dados e a necessidade de articular propriedade intelectual, regulação tecnológica e proteção de dados.
No contexto europeu, a Cláudia aponta ainda o impacto do Tribunal Unificado de Patentes, que veio alterar profundamente o panorama do contencioso de patentes, criando simultaneamente oportunidades e riscos estratégicos acrescidos para as empresas. Apesar de reconhecer que muitas organizações estão hoje mais conscientes da importância dos seus ativos intangíveis, alerta que, em muitos casos, a propriedade intelectual “ainda é gerida de forma reativa”, em vez de integrada na tomada de decisão empresarial.
Fotografia por Hugo Amaral/ECO.